só as ratazanas comem creancinhas
No entanto, os sinais eram
evidentes em 1991 quando a população idosa acima dos 62 superava os
jovens com menos de 16 e em 2000 tornaram-se mais evidentes com os
velhos abandonados à morte nas aldeias desertas de gente nos invernos e
outonos gregos, os barões de lavos não viram o pessoal quarentão e de
meia idade abandonar os guetos do deserto desde o vale da amoreira ao
bairro do alfeite nos anos de 2004 a 2009 e trocá-los pelas Suissas e
Holandas.
O Conde-Barão de Lavos não se lembra de ver tantos
velhos pois nunca houve 900 mil com mais de 75 anos nem nunca houve 3
milhões de pensionistas e subsidiados entre os 57 e os 99 anos,nem
tanta pessoa de meia-idade desempregada ou funcionária pública sem
possibilidade de se reformar aos 55 excepto se for militarizado ou
autarca de 47 primaveras gregas, logo numa manifestação de desespero
numa cruzada sem futuro a peregrinação dos velhos das listas de espera
para 6 meses ou de consultas no hospor via ADSE ADM ou outra
judicialidade qualquer.
Nas televisões ou nas internets com vídeos da manife em instantâneo qual verão quente grego, os
testemunhos orais e escritos multiplicaram-se:
Estou farta de Esparta
Quero sair deste Filme
Quero outra república
Quero vê-los todos mortos
Quero a minha mesada de volta que o relvas e o passos roubaram os meus pais e eles roubaram-me a mim
Descontei 50 anos o dinheiro é meu
Pareciam
as procissões de velhos dos anos 80 a queixarem-se que as suas pensões
cada dia compravam menos que os 600$ ou o conto de réis dos idos de 74
compravam mais que as pensões inferiores ao salário mínimo de 1975 a
1986....
Avós que viam as suas pensões cortadas e que não
conseguiam ajudar os filhos e os netos desempregados ou na prostituição
galopante dos anos 80 em que desde Campolide a Alcanhões havia carne a
saldo e a fome trazia a tuberculose de volta às microradiografias
obrigatórias da SLAT para os lixeiros camarários ou outro empregozinho a
recibo verde no estado
logo cenários de gentes desesperadas que não
conseguem pôr comida no prato da família e paravam quase tantos comboios
como as greves foi típico de metade da década de 70 e 80.
Pais
desempregados aos
cinquenta anos depois de descontarem 30 e 40 anos nas fiações do vale do
ave e da cova da lã foram os anos 80 todos e os anos 90 com os mineiros
a perderem os lugares e irem espirrar sangue por uma esmolinha sem
qualquer luz ao fundo do buraco que se cavou durante décadas e a que
sagazmente ou burlescamente ou ironicamente designaram por túnel,
desempregados de
longa duração desde os anos 80 vivendo de biscates ocasionais ou
desempregados em continuidade desde 2001 ou à espera do dinheirinho da
falência da fábrica de louça de sacavém ou de uma vidreira qualquer da
marinha grande ou duma cooperativa agrícola dos anos 50 ou 60 que veio
estropiar-se nos juros dos anos 77 ou 85 ou falir na concorrência da
união europeia, gentes com 40 e 50 então e com 70 ou 80 agora que não
souberam o que hão de fazer para voltar a encontrar
trabalho antes dos 30 contos da reforma antecipada passarem a valer
menos de 200 euros.
Grande parte da massa humana que
encheu Lisboa vinham das velhas cinturas industriais e agrícolas
desmanteladas, vinham da reforma antecipada da CP quando há 30 anos
punham 2 mil no entroncamento e hontem só 300 e nas outras cidades
portuguesas eram compostas por pessoas
que já não iam a uma manifestação desde os seus 15 ou 30 anos..
ou já não se lembravam se tinham ido a uma...
pois
as manifes da fome dos anos 80 que não chegavam à capital do norte ou
do sul mas se espraiavam em guerrilhas com a polícia ou a gnr e em
guerras de caulinos uns anos mais tarde
nunca tiveram a presença
do serviço púbico da RTP 1 ou RTP2 a não ser que fizessem muita
barulheira e com miúdas e mulheres a rojarem-se no chão
o facto de os manifestantes irem pedir mercê ao Paço
e não se vislumbrar sombra das manifes dos anos 80 no deserto da margem sul são disso prova
nem um milhar de pessoas desfilou em qualquer dos grandes centros desertos da margem sul ou dos dormitórios da margem norte
e isso diz?
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